Ao lado de Tarcísio, Flávio Bolsonaro diz que pretende entrar para a história 'nem que seja como presidente de transição'
Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e Ricardo Nunes em campanha em São Paulo Victória Cócolo O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (20), durante um almoço com empresários em São Paulo, que pretende entrar para a história nem que seja como presidente de transição. A declaração foi feita ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). E eu pretendo entrar pra história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição. Porque esse Brasil precisa atravessar esse mar revolto nesse momento, afirmou Flávio. Mais cedo, durante sabatina da Globo e da CBN, Tarcísio afirmou que, se eleito, Flávio vai honrar até o fim o mandato de quatro anos como presidente da República. A fala de Flávio ocorreu diante de uma plateia formada majoritariamente por empresários. Antes de o senador anunciar sua candidatura ao Palácio do Planalto, Tarcísio era o nome preferido de setores do empresariado e do mercado financeiro para representar a direita na disputa presidencial. Agora no g1 No discurso, Flávio fez uma série de elogios ao governador paulista. Chamou Tarcísio de um dos galácticos escolhidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para integrar seu governo e afirmou que ele já entrou para a história tanto por sua passagem pelo Ministério da Infraestrutura quanto pelo comando do governo paulista. O presidente Bolsonaro foi o maior exemplo de alguém que conseguiu montar um time de galácticos. [] Um deles está aqui, que é o Tarcísio. Talvez a pessoa que já tenha passado pelo Ministério da Infraestrutura mais preparada e que mais entregou resultado na história desse país, disse. Logo depois, Flávio afirmou que hoje entende que seus 24 anos de vida pública serviram como preparação para chegar à Presidência da República. Hoje eu entendo, apóstolo Estevam, hoje eu entendo, eu estou há 24 anos me preparando para ser o presidente do Brasil, afirmou. O almoço ocorreu em um restaurante de um shopping na Mooca, na zona leste da capital paulista. O encontro foi organizado pelo vereador João Jorge e contou também com a participação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e de Guilherme Derrite. Evento reuniu cerca de 450 pessoas De acordo com a organização, a expectativa era receber cerca de 350 pessoas, mas aproximadamente 450 compareceram. Ainda segundo os organizadores, o evento foi pago pelos próprios empresários. Foram servidos bolinho de bacalhau, quibe frito, sanduíche de pernil e pão com mortadela, um dos carros-chefes do restaurante. O pão com mortadela também carrega um simbolismo político: nas últimas décadas, o termo mortadela passou a ser usado de forma pejorativa por adversários para se referir a militantes e apoiadores da esquerda e do PT. Durante o discurso, Flávio também afirmou que, caso seja eleito, pretende indicar quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, os escolhidos serão contrários ao aborto e às drogas e deverão respeitar a Constituição. Eu já me comprometi [] a indicar homens e mulheres, sejam contra o aborto, sejam contra as drogas, mas que respeitem a Constituição, que não usem a sua caneta para perseguir adversários políticos e pessoas que sejam íntegras, afirmou. O almoço encerrou a série de compromissos de Flávio em São Paulo nesta quinta-feira. Ao longo do dia, o candidato participou de agendas na capital ao lado de aliados como Tarcísio e Ricardo Nunes.
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